Empresários do setor defendem que o capital privado pode acelerar obras de esgotamento
Bruno Campos/arquivo folha
O estudo da Abcon mostra que, segundo cálculos do Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab), seria preciso investir R$ 15 bilhões por ano nos próximos 20 anos para garantir água e esgoto tratado a toda a população brasileira. Em 2013, no entanto, esse montante só chegou a R$ 10,5 bilhões. E, em 2014, subiu apenas R$ 1,7 bilhão. E mesmo atendendo apenas a 5% dos municípios brasileiros a iniciativa privada já foi responsável por 20% dos R$ 12,2 bilhões investidos em 2014. “O investimento é muito maior nas cidades que têm o serviço de esgotamento oferecido por empresas privadas. Por isso, defendemos a PPP como uma forma de melhorar os índices de atendimento à população”, explicou o presidente da Abcon, Paulo Roberto, ressaltando que há muito espaço para a iniciativa privada no saneamento.
Hoje, segundo a Abcon, apenas 316 cidades brasileiras têm concessões nesta área. O serviço particular representa 19% da população urbana e 6,5% do faturamento do setor. “E há condições para isso; porque, depois que a Lei do Saneamento regularizou as concessões em 2007, as parcerias praticamente dobraram”, contou, dizendo que o momento econômico atual também favorece as parcerias.
Da Folha de Pernambuco
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