terça-feira, 2 de agosto de 2016

Capital privado quer cuidar do saneamento

Empresários do setor defendem que o capital privado pode acelerar obras de esgotamento


Bruno Campos/arquivo folha
No País, 60% das localidades não têm esgotamento

A ideia de que a união entre o capital público e o privado pode destravar obras também é defendida no campo do saneamento. Pesquisa da Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (Abcon) afirma que 60% das localidades brasileiras não têm esgotamento sanitário e que apenas em 2051 este serviço será universalizado, caso o ritmo de investimentos atual não seja intensificado. Por isso, empresários do setor defendem que o capital privado deve acelerar o processo de esgotamento do Brasil.

O estudo da Abcon mostra que, segundo cálculos do Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab), seria preciso investir R$ 15 bilhões por ano nos próximos 20 anos para garantir água e esgoto tratado a toda a população brasileira. Em 2013, no entanto, esse montante só chegou a R$ 10,5 bilhões. E, em 2014, subiu apenas R$ 1,7 bilhão. E mesmo atendendo apenas a 5% dos municípios brasileiros a iniciativa privada já foi responsável por 20% dos R$ 12,2 bilhões investidos em 2014. “O investimento é muito maior nas cidades que têm o serviço de esgotamento oferecido por empresas privadas. Por isso, defendemos a PPP como uma forma de melhorar os índices de atendimento à população”, explicou o presidente da Abcon, Paulo Roberto, ressaltando que há muito espaço para a iniciativa privada no saneamento.

Hoje, segundo a Abcon, apenas 316 cidades brasileiras têm concessões nesta área. O serviço particular representa 19% da população urbana e 6,5% do faturamento do setor. “E há condições para isso; porque, depois que a Lei do Saneamento regularizou as concessões em 2007, as parcerias praticamente dobraram”, contou, dizendo que o momento econômico atual também favorece as parcerias.

Da Folha de Pernambuco

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